Plasticidade constitucional e pluralismo nas democracias recentes

Na conformação de um modelo constitucional, há alguns fatores de extrema relevância, na realidade prática, de atuação institucional, que permitem alcançar uma maior estabilidade na estrutura de determinada comunidade. Neste sentido, nas democracias recentes, o design constitucional não deve decorrer apenas de deliberações formais-procedimentais, mas sim, e principalmente, deve ser construído a partir de uma proposta que atenda aos interesses e valores da coletividade, resultado de uma prática discursiva racional na esfera pública, arquitetada a partir de um procedimento compatível com as diferentes concepções de uma sociedade pluralista, em um modelo down-top de desenho constitucional. Como resultado, a estabilidade constitucional nas democracias recentes, depende da abertura para a racionalidade comunicativa, reescrevendo as fronteiras do constitucionalismo, a partir de um policentrismo popular no desenho constitucional, em um processo contínuo de reconhecimento e pluralismo social.